Você sabe ler o rótulo das embalagens?

10 dicas para tornar a leitura dos rótulos mais fácil!!!

1 – A ordem dos ingredientes altera o produto

Os ingredientes são apresentados em ordem decrescente de quantidade. Isso significa que o primeiro ingrediente é o de maior
quantidade, e o último, o de menor. Isso faz toda diferença em um produto. Vai escolher um achocolatado
que comece por açúcar ou por cacau em pó? Um pão integral que comece por farinha de trigo integral ou farinha de trigo refinada?
2 -De olho na porção
Sempre considere a porção que será consumida, e não apenas a porção indicada na tabela nutricional.
Por exemplo, de que adianta olhar as informações nutricionais de uma porção de biscoitos recheados (2 e ½ biscoitos), se o consumo será do pacote inteiro? É preciso fazer a multiplicação ou a divisão das informações apresentadas, conforme o consumo.

3 -O que é % VD (percentual de valor diário)?
É o quanto (em percentual) a porção do alimento contribui para atingir os valores diários de cada nutriente.
Os valores diários são as quantidades dos nutrientes que devem ser consumidos para se ter uma alimentação saudável, de acordo com uma dieta de referência de 2.000 kcal. Para cada nutriente, tem-se um valor diário diferente.
Na prática, ele serve para dar uma noção se a quantidade do nutriente presente na porção é muito ou é pouco. Queremos que nutrientes como fibras, vitaminas e minerais tenham esse percentual mais alto (mais próximo a 100%) e que sódio e colesterol tenham percentual mais baixo (mais próximo a 0%), por exemplo.
4 -O “zero da legislação” pode não ser zero…
Quando um produto alega ser “zero” para o valor energético ou para algum nutriente, pode significar que ele tem quantidades inferiores ou iguais às estabelecidas por legislação* como “não significativas” por porção.

5 -Você precisa de tantos aditivos?
Eles não tem o propósito de nutrir*…. Estão lá para melhorar as características de conservação, aroma, cor e tudo que faça o produto durar mais na prateleira. O problema de existirem inúmeros aditivos é que eles se repetem em diversos produtos. Sendo assim, não sabemos ao certo o quanto estamos consumindo e se estamos ultrapassando a quantidade máxima diária. Muitos estudos ainda são inconclusivos em relação aos malefícios dos aditivos, por isso quanto menos aditivos encontrarmos
em um produto, melhor! Quando forem utilizados, preferimos os naturais (os encontrados na natureza), como corantes naturais a base de plantas e de insetos, aromas naturais e espessantes à base de algas aos artificiais (os fabricados pela indústria).

6 -Nutrientes: naturais ou adicionados?
Às vezes as vitaminas e os minerais que aparecem na tabela nutricional são adicionados industrialmente e não advindos dos ingredientes do produto. Infelizmente, esse é o caso de muitos produtos destinados ao público infantil, os quais são pobres nutricionalmente, porém acrescidos de diversas vitaminas e de minerais. Pode ser um alimento cheio de açúcar, mas cumprir a alegação “fonte de vitaminas” por causa do acréscimo do nutriente e não pelos ingredientes naturais.
Outro caso são produtos a base de cereais que cumprem o requisito “rico em fibras”, mas utilizam a inulina, uma fibra extraída
industrialmente das raízes da chicória e da cebola. Assim, é acrescentada ao produto com a finalidade de aumentar o teor de fibra, mas não é fibra advinda de grãos integrais.

7-Diet e Light não são sinônimos
Diet* é o termo utilizado em alimentos produzidos para indivíduos com exigências físicas ou para quem sofre de doenças como, por exemplo,o diabetes. Sendo assim, o produto NÃO PODE CONTER um NUTRIENTE ESPECÍFICO.
Por exemplo: sem açúcar, sem gordura, sem proteína, sem sódio. Já light* é quando há uma REDUÇÃO de no mínimo 25% no valor calórico ou em algum nutriente, quando comparado com uma média dos alimentos de referência do mercado ou com o alimento de referência do mesmo fabricante, conforme o caso. Por exemplo: reduzido em calorias, em açúcar, em gorduras totais, em gorduras saturadas, em colesterol, em sódio e em proteína.

8-Sódio: reduza, reduza e reduza…
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a recomendação de sal (NaCl) não deve ultrapassar 5 g por dia (2.000 mg de sódio). É importante lembramos que os alimentos que consumimos possuem o sódio intrínseco, já presente nos alimentos, sem ter adicionado sal propriamente dito. O consumo excessivo de sal, a partir de 6 g, é uma das maiores causas de hipertensão arterial e de doenças cardiovasculares. No entanto, o brasileiro consome em média 12 g de sal diariamente.

9-Quantidades de açúcares, nem sempre aparecem nos rótulos…
Infelizmente, a quantidade de açúcares presentes nos produtos é considerada uma informação opcional pela legislação*. Portanto, dependemos da boa vontade do fabricante de nos passar essa informação. Na tabela nutricional, eles devem vir abaixo dos “carboidratos”, pois fazem parte deles.Regra importante: lembre-se de que os açúcares podem vir sozinhos
ou aparecer várias vezes na lista de ingredientes. Já pensou se somarmos todos esses açúcares? Não duvidamos que, em biscoitos, a quantidade de açúcar pode quase ultrapassar a quantidade de farinha!
Os açúcares podem aparecer como açúcar, açúcar mascavo, açúcar demerara, açúcar líquido, açúcar cristal… até aí muito fácil, né? Mas, também podem ser dextrose, glicose, glucose, frutose, xarope de
glicose, xarope de açúcar, glucose de milho, extrato de malte…

10 -Integrais de verdade ou de mentirinha?
Hmmmm às vezes é de mentirinha. Veja bem, pela legislação*, não é obrigatório que um pão INTEGRAL apresente FARINHA INTEGRAL EM MAIOR QUANTIDADE na lista de ingredientes. Por isso, vemos muitos pães que se dizem “integrais”, mas possuem a farinha branca no topo da lista. A dica é sempre cuidar para ver se a farinha integral vem primeiro. Se o pão apresentar SOMENTE a farinha integral, melhor ainda! 😉

Fonte:10 dicas Desvendar Rótulos-  Fechando o Zíper

Para saber mais sobre rotulagem entre nos sites:

Fechandoziper

Do Campo a Mesa

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